Fator R fisioterapia: como funciona no Simples Nacional

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Fator R fisioterapia é a regra do Simples Nacional que decide se a empresa de um fisioterapeuta paga imposto pelo Anexo III ou pelo Anexo V. Sim, a fisioterapia está sujeita ao Fator R, e a diferença entre os dois anexos é grande.

Fisioterapia tem Fator R? Tem, desde 2018. Neste guia, explicamos como o cálculo funciona, o que entra na folha de pagamento e o que o fisioterapeuta ou o dono de clínica deve olhar antes de decidir qualquer coisa.

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Fator R fisioterapia: a fisioterapia está sujeita a ele?

Está. A fisioterapia consta entre as atividades de serviços do art. 18 da Lei Complementar 123/2006 que dependem do Fator R, e isso vale desde 2018. Antes, o enquadramento era direto no Anexo III.

Na prática, a regra é esta: se a folha de pagamento da empresa for pelo menos 28% da receita, a tributação segue o Anexo III. Se ficar abaixo disso, passa para o Anexo V.

Isso vale para empresas optantes pelo Simples Nacional. Quem atua como pessoa física, como autônomo, não tem Fator R, porque a tributação segue outra lógica.

Como calcular o Fator R do fisioterapeuta

O Fator R é a folha de pagamento dos 12 meses anteriores dividida pela receita bruta dos mesmos 12 meses. O resultado é recalculado todo mês, sempre com base no período anterior.

Entram na conta o pró-labore, os salários, o 13º, as férias, o INSS patronal e o FGTS. O lucro distribuído aos sócios não entra, e também ficam de fora aluguel e outras despesas.

Fator RAnexoAlíquota de entrada
28% ou maisAnexo III6%
Abaixo de 28%Anexo V15,5%

Exemplo ilustrativo, com valores fictícios: uma clínica com receita de R$ 300.000 em 12 meses precisa de folha de pelo menos R$ 84.000 para chegar a 28%. Se a folha somar R$ 60.000, o Fator R é de 20%, e a empresa cai no Anexo V.

Repare que a conta mistura duas coisas que o dono de clínica costuma tratar separado: o que paga de salário e o que a empresa fatura. Quando uma sobe e a outra não, o Fator R muda sem que ninguém tenha tomado nenhuma decisão tributária.

Anexo III ou Anexo V: quanto muda?

As alíquotas de entrada são de 6% no Anexo III e de 15,5% no Anexo V. A alíquota efetiva sobe conforme o faturamento cresce, mas a distância entre os dois anexos aparece desde o começo.

Por isso, o Fator R pesa tanto no resultado da clínica. Duas empresas com a mesma receita podem pagar valores bem diferentes de imposto só porque uma tem mais folha em relação ao faturamento.

Não dá para dizer, sem os números, qual fica mais barata no seu caso. A conta depende da receita, da folha e do tamanho do negócio.

Dá para melhorar o Fator R?

Dá para influenciar, mas com cuidado. A folha pode crescer com pró-labore mais alto, contratação de equipe formal ou aumento de salários. Qualquer uma dessas escolhas aumenta o numerador da conta.

O problema é que cada uma tem custo. Pró-labore maior gera INSS e imposto sobre o valor retirado. Contratar alguém só para ajustar o Fator R pode custar mais do que a economia obtida.

Por isso, a decisão pede simulação. Compare o imposto no Anexo V com o imposto no Anexo III mais o custo extra da folha. Só quando a segunda conta fecha menor faz sentido mexer na estrutura.

Fisioterapeuta autônomo ou PJ: quando o Fator R importa

O Fator R só aparece quando existe uma empresa no Simples Nacional. Se você atende como pessoa física, a tributação segue o carnê-leão, sem Fator R.

Abrir uma empresa muda a forma de pagar imposto, mas traz obrigações novas, como contabilidade mensal, nota fiscal e pró-labore. Por isso, a decisão entre atuar como autônomo ou abrir um CNPJ precisa considerar o conjunto, e não só a alíquota.

Se você está pensando em abrir uma empresa de fisioterapia, o ideal é simular os dois cenários antes. E, se já tem CNPJ, vale revisar o Fator R pelo menos uma vez por ano.

Erros comuns com o Fator R fisioterapia

Os erros mais comuns com o Fator R fisioterapia acontecem por falta de acompanhamento mensal.

  • Esquecer o pró-labore na conta. Ele entra na folha e pode fazer diferença no resultado.
  • Olhar só o mês atual. O Fator R usa os 12 meses anteriores, e não o último mês.
  • Contar o lucro distribuído como folha. Ele não entra no cálculo.
  • Contratar ou aumentar pró-labore sem simular. O custo extra pode superar a economia.
  • Nunca rever o regime. Se a receita muda, o Fator R muda junto.

Se você está começando, veja também como abrir uma empresa de fisioterapia.

Perguntas frequentes

Fisioterapia é Fator R?

Sim. A fisioterapia está entre as atividades do Simples Nacional que dependem do Fator R, desde 2018. Com Fator R de 28% ou mais, a tributação é pelo Anexo III. Abaixo disso, pelo Anexo V, que tem alíquotas de entrada mais altas.

O que entra na folha do Fator R?

Entram pró-labore, salários, 13º, férias, INSS patronal e FGTS. Não entram lucros distribuídos aos sócios, aluguel nem outras despesas da clínica. A folha considerada é a dos 12 meses anteriores, somada para comparar com a receita bruta do mesmo período.

O pró-labore conta para o Fator R?

Conta. O pró-labore dos sócios faz parte da folha de pagamento usada no cálculo. Por isso, o valor definido para ele influencia diretamente o resultado. Mas aumentá-lo gera INSS e imposto, então vale simular o efeito total antes de decidir um novo valor.

Posso mudar de anexo durante o ano?

O Fator R é recalculado todo mês, com base nos 12 meses anteriores, então o anexo pode mudar conforme a folha e a receita se movimentam. Por isso é importante acompanhar o número mês a mês, e não só uma vez por ano.

Preciso ter funcionário para chegar a 28%?

Não necessariamente, porque o pró-labore também entra na folha. Mas cada caso é diferente, e depende da receita da clínica. Só a simulação com os seus números mostra se o Fator R fica acima de 28% e quanto isso custa na prática.

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Dra. Kamila Pontes

Contadora responsável pela Eduas Contabilidade, CRC/CE 021034/O-5. Atende empresas e profissionais da saúde em Eusébio, Fortaleza e Aquiraz.

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